Biopsicopedagogia Aplicada à Aprendizagem: Teoria e Prática (Parte 2)

Curso de BioPsicopedagogia Parte 2 focado na avaliação das dificuldades de aprendizagem. Aprenda a aplicar protocolos clínicos, avaliar linguagem, matemática e funções cognitivas.

Descrição do Curso Biopsicopedagogia Aplicada à Aprendizagem: Teoria e Prática (Parte 2)

Curso de Biopsicopedagogia: Avaliação Avançada e Aplicação de Protocolos na Aprendizagem

Avaliação e Intervenção nas Dificuldades de Aprendizagem

A segunda etapa da formação em Biopsicopedagogia aprofunda a análise do processo de aprendizagem, com foco na aplicação prática de protocolos avaliativos estruturados.

Se você ainda não realizou a etapa inicial da formação, recomendamos iniciar pela Biopsicopedagogia – Parte 01, onde são abordadas as bases do desenvolvimento e da aprendizagem que fundamentam a aplicação dos protocolos apresentados nesta etapa.

Nesta fase, o profissional desenvolve uma atuação mais precisa, baseada em avaliação sistematizada e interpretação de dados, superando práticas baseadas apenas na observação ou tentativa e erro.

Por que utilizar protocolos na avaliação da aprendizagem?

A avaliação da aprendizagem não deve ser baseada apenas em percepções subjetivas. Uma análise eficaz exige instrumentos que permitam identificar padrões de funcionamento cognitivo e comportamental.

Os protocolos estruturados tornam a avaliação mais precisa, reduzindo interpretações equivocadas e possibilitando intervenções mais direcionadas e eficazes.

A aprendizagem envolve múltiplos fatores — cognitivos, emocionais e ambientais — que precisam ser analisados de forma integrada para que haja avanço real no desempenho do aluno.

O que os protocolos permitem avaliar

A aplicação de protocolos biopsicopedagógicos possibilita uma investigação aprofundada das habilidades envolvidas no aprender:

  • Processamento cognitivo e organização do pensamento
  • Memória e retenção de informações
  • Atenção e controle inibitório
  • Linguagem oral e escrita
  • Consciência fonológica
  • Integração visuoespacial
  • Funções executivas

Essa análise amplia a compreensão da dificuldade de aprendizagem, evitando intervenções genéricas e pouco eficazes.

Da avaliação à intervenção: o diferencial da prática estruturada

Um dos principais desafios na atuação profissional não é apenas avaliar, mas saber como interpretar os dados e transformá-los em intervenção.

A aplicação de protocolos só é eficaz quando há compreensão das bases do desenvolvimento, trabalhadas na formação em biopsicopedagogia.

A partir dessa integração, torna-se possível:

  • Identificar habilidades já consolidadas
  • Reconhecer déficits específicos
  • Planejar intervenções individualizadas
  • Acompanhar a evolução do aluno

Quando a avaliação tradicional não é suficiente

Em muitos casos, a dificuldade de aprendizagem persiste mesmo após tentativas pedagógicas repetidas.

Isso ocorre porque a intervenção é realizada sem um diagnóstico funcional claro, baseado apenas em observações superficiais.

A avaliação estruturada permite compreender o processo de aprendizagem de forma mais profunda, superando práticas baseadas em tentativa e erro.

Ferramentas avaliativas utilizadas no curso

Protocolo de Avaliação das Dificuldades de Aprendizagem em Situações Especiais

O curso também apresenta um Protocolo de Avaliação das Dificuldades de Aprendizagem em Situações Especiais, voltado para a investigação de dificuldades de aprendizagem em indivíduos que apresentam condições específicas, como transtorno do espectro autista, síndromes genéticas ou deficiência intelectual.

Toda avaliação parte de uma queixa relacionada ao processo de aprendizagem. A partir dessa queixa, o profissional precisa realizar uma leitura global do sujeito, da família e do processo de escolarização, organizando as informações de forma criteriosa para compreender os fatores que interferem no aprender.

Esse protocolo auxilia o terapeuta da aprendizagem a identificar:

  • Habilidades já conquistadas
  • Habilidades que ainda precisam ser desenvolvidas
  • Preferências e modalidades de aprendizagem
  • Possíveis interferentes no processo de aprendizagem

O instrumento também aborda o conceito de modalidades de aprendizagem, compreendendo como cada indivíduo processa as informações a partir dos movimentos de assimilação e acomodação descritos na teoria cognitiva.

A partir dessa análise, o profissional pode planejar intervenções mais adequadas às necessidades do aprendente, respeitando suas características individuais e suas condições de desenvolvimento.

O protocolo é composto por atividades adaptáveis que podem ser realizadas oralmente, por meio da escrita, apontamento ou desenhos, permitindo uma avaliação flexível e adequada a diferentes perfis de aprendentes.

PREMAT – Protocolo de Avaliação de Habilidades Pré-Matemáticas

Entre os instrumentos apresentados está o PREMAT – Protocolo de Avaliação de Habilidades Pré-Matemáticas, desenvolvido para analisar habilidades fundamentais para o desenvolvimento do pensamento matemático na infância.

O PREMAT permite avaliar competências importantes como reconhecimento numérico, organização lógica, compreensão de quantidades e raciocínio matemático inicial. Conheça o material completo: PREMAT – Protocolo de Avaliação de Habilidades Pré-Matemáticas .

Protocolo de Avaliação Psicopedagógica Pré-Escolar

O curso também apresenta um Protocolo de Avaliação Psicopedagógica Pré-Escolar, desenvolvido para avaliar crianças entre 4 e 6 anos de idade. Esse instrumento permite verificar habilidades cognitivas já conquistadas e identificar aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas para favorecer aprendizagens futuras como leitura, escrita, interpretação de textos e cálculos matemáticos.

A avaliação investiga diversas habilidades do desenvolvimento infantil, incluindo:

  • Percepção espacial (tamanho, altura, distâncias e noções espaciais)
  • Noções temporais
  • Discriminação visual
  • Habilidades lógicas e numéricas
  • Habilidades atencionais
  • Coordenação óculo-motora
  • Percepção corporal
  • Grafomotricidade
  • Memória
  • Linguagem
  • Praxia oral e ideomotora

A análise dessas habilidades permite elaborar um plano individualizado de estimulação cognitiva, favorecendo o desenvolvimento global da criança e preparando-a para as demandas acadêmicas do Ensino Fundamental.

O que você desenvolve nesta etapa

  • Aplicação prática de protocolos avaliativos
  • Interpretação de dados cognitivos e comportamentais
  • Identificação de dificuldades de aprendizagem
  • Planejamento de intervenções mais eficazes
  • Organização do raciocínio clínico e educacional

Resultados na prática profissional

  • Maior precisão na avaliação da aprendizagem
  • Redução de erros na identificação de dificuldades
  • Intervenções mais assertivas
  • Evolução mais consistente dos alunos
  • Atuação baseada em evidências

Para quem é esta etapa da formação

  • Profissionais que já iniciaram a formação em Biopsicopedagogia
  • Psicopedagogos e neuropsicopedagogos
  • Professores que atuam com dificuldades de aprendizagem
  • Profissionais da educação e saúde

Perguntas Frequentes sobre Biopsicopedagogia

Qual a importância dos protocolos na avaliação?

Eles tornam a avaliação mais precisa, permitindo identificar padrões de funcionamento e orientar intervenções mais eficazes.

Essa etapa é prática?

Sim. O foco está na aplicação e interpretação dos protocolos, com direcionamento para a prática profissional.

Preciso ter feito a Parte 01?

Sim. Esta etapa aprofunda conhecimentos fundamentais para a correta aplicação dos protocolos. Caso ainda não tenha realizado, acesse Biopsicopedagogia – Parte 01.

Os protocolos podem ser usados na prática clínica?

Sim. Eles são estruturados para aplicação em contextos educacionais e clínicos.

Formação com foco em avaliação real da aprendizagem

Esta etapa consolida a prática biopsicopedagógica, permitindo ao profissional atuar com mais segurança, precisão e clareza na identificação e intervenção das dificuldades de aprendizagem.

Mais do que aplicar instrumentos, o objetivo é desenvolver um olhar analítico e estratégico sobre o processo de aprender.

 

 

Curso de Biopsicopedagogia Parte 2 | Neurociência e Aprendizagem – FocoEnsina


Idioma do conteúdo do curso

Português

Conteúdo Programático

Módulo 6 – Avaliação das Dificuldades de Aprendizagem em Situações Especiais

  • Iniciando uma avaliação

  • EOCA – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem

  • Discriminação fonológica

  • Protocolo de avaliação para condições especiais

  • Livro texto do módulo

Módulo 7 – Atendimento BioPsicopedagógico do Pré-Escolar

  • Teoria do desenvolvimento infantil

  • Desenvolvimento infantil

  • Protocolo de avaliação pré-escolar

  • Manual de aplicação do protocolo

  • Fichas avaliativas para impressão

  • Caderno de testes

Módulo 8 – Avaliação Operatória

  • Jean Piaget e a teoria cognitiva

  • Entendendo as provas operatórias

  • Aplicação das provas operatórias

  • Prática com provas operatórias (etapas 1, 2 e 3)

Módulo 9 – Atendimento BioPsicopedagógico do Idoso

  • Entendendo o processo de envelhecimento

  • Envelhecimento do sistema nervoso

  • Avaliação biopsicopedagógica do idoso

  • Avaliação projetiva

  • Pautas gráficas e interpretação

  • Avaliação da via preferencial para aprendizagem

  • Avaliação cognitiva do idoso

  • Intervenção biopsicopedagógica

  • Materiais de estimulação cognitiva

Módulo 10 – BioPsicopedagogia da Linguagem Verbal

  • Linguagem oral e desenvolvimento da linguagem

  • Avaliação da linguagem

  • Avaliação da leitura

  • Avaliação da escrita

  • Desenvolvimento do grafismo

  • Disgrafia: avaliação e intervenção

  • Percepção visual aplicada à aprendizagem

  • BNCC e desenvolvimento da linguagem

Módulo 11 – BioPsicopedagogia da Matemática

  • Neurociência e aprendizagem da matemática

  • Fases do desenvolvimento humano

  • Como aprendemos matemática

  • Avaliação das habilidades matemáticas

  • Dificuldades e transtornos de aprendizagem relacionados à matemática

  • Aplicação do teste PREMAT

  • Atividades práticas para intervenção

Módulo 12 – Avaliação Cognitiva e Psicomotora

  • Revisão do sistema nervoso

  • Funções cognitivas

  • Avaliação cognitiva e anamnese

  • Testes cognitivos aplicados:

    • Torre de Londres

    • Teste de Trilhas

    • Stroop Test

    • SNAP IV (avaliação de TDAH)

  • Avaliação da memória

  • Psicomotricidade

  • Avaliação psicomotora

  • Classificação psicomotora

  • Ditado topológico

  • Prática de avaliação psicomotora

  • Materiais teóricos e instrumentos para impressão

Maria Carolina Gobbi dos Santos Lolli

A professora doutora Maria Carolina Lolli é a idealizadora e formadora dos cursos e programas neuroeducativos da FocoEnsina®. Sua especificidade formativa aliada à experiência profissional reúne uma condição ímpar para a criação de soluções inovadoras e eficazes para a Educação Básica a partir do Neurodesenvolvimento. A professora é Neurocientista, com graduação em Farmácia e Bioquímica (habilitação em Análises Clínicas e Toxicologia), Pedagogia, Terapias Integrativas/Complementares e Marketing. É especialista em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Ludopedagogia, Terapia Ocupacional Pediátrica e Neurológica, Análise do Comportamento Aplicada ao TEA (ABA), TGD/TEA e Altas Habilidades, Estratégias de Ensino Naturalista (Modelo Denver), Estimulação Precoce, Alfabetização e Letramento de Crianças, Educação Infantil e Séries Iniciais e Alfabetização Matemática, Design Instrucional e em Formação de Professores das Séries Iniciais. Possui Mestrado em Ciências da Saúde e em Educação. É Doutora em Biociências e Fisiopatologia, com Tese em Neurociência Aplicada à Educação. A Dra. Maria Carolina atua há mais de 10 anos em clínica Neuropsicopedagógica atendendo os mais complexos casos de dificuldades de aprendizagem de Maringá e região. Já qualificou professores residentes nos 27 Estados do Brasil e vários do exterior. Tem experiência docente no ensino superior e na coordenação de curso de graduação. É autora de livros, capítulos de livros, dezenas de artigos científicos nacionais e internacionais nas áreas de saúde e educação e desenvolveu mais de 500 produtos técnicos educacionais (entre cursos, programas formativos, protocolos avaliativos, materiais de intervenção, de aplicação pedagógica, jogos, dentre outros) todos voltados para a Neurociência Cognitiva e Psicomotricidade aplicadas à Educação Infantil, Especial e Ensino Fundamental I. Vários produtos desenvolvidos pela professora são amplamente conhecidos, como o PRELEC (Protocolo de Avaliação de Pré-Requisitos para a Leitura, Escrita e Compreensão Textual), que é substituto contemporâneo e eficaz de antigos protocolos que se tornaram obsoletos.

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